A voz do povo é a voz de Deus?
Julho 24, 2007
Quando “The Other Side of This Life, Partes 1 & 2″ foi ao ar nos EUA, a crítica especializada e a audiência norte-americana (e brasileira, para aqueles que tem acesso ao download de Grey’s Anatomy) criticaram muito a história da Dra. Addison em Los Angeles: “roteiro pobre, atuações mecânicas e clichês em excesso” foram os motivos dados para dizer que Private Practice poderia não dar certo.
Portanto, era de se esperar que quando tal episódio fosse exibido no Brasil, o mesmo acontecesse. E aconteceu. Muitos sites especializados disseram que a história da ex-Addison Shepperd estará fadada ao fracasso se continuar no mesmo caminho trilhado em “The Other Side of This Life”. A equipe Private Practice Brasil concorda em partes com as críticas ao episódio. Afinal, não podemos negar que houveram muitos problemas nesse “piloto” do spin-off exibido. Porém, vemos potencial na história de Naomi, Sam, Pete, Violet, Cooper e Charlotte; afinal, se não víssemos, não teriamos criado este site, certo?
A grande surpresa foi que, ao vermos os resultados das enquetes criadas na comunidade do Orkut Grey’s Anatomy, as opiniões estavam bem divididas (como era de se esperar), mas grande parte dos votantes, a maioria, gostou do episódio, e de ver Addison como protagonista. O que significaria isso?
Vamos, então, analisar os pontos baixos e altos do episódio.
Pontos baixos:
-
Bicos da Addison. Kate Walsh tem feito uns bicos quando atua desde sempre. Porém, nesse episódio em especial, foi demais. Incomodou. Na cena da acupuntura (que vai entrar em pontos altos), é estranho ver o rosto da Kate focado, e aquele bico chamando mais atenção que tudo.
-
Choros. Como foi dito nos reviews de Thiago Pavarino e Eric Fernandes do TeleSéries, esse artíficio de usar o sofrimento das personagens em episódios pilotos já é antigo, mas nunca sai de moda. Até da certo, mas deve ser usado com moderação. No entanto, colocar Kate Walsh, Amy Brenneman e Merrin Dungey derramando lágrimas é um pouco demais. Incomodou. Não muito (afinal, é lindo ver Amy Brenneman chorando – assumo, neste momento, minha admiração pela atriz; ela me conquistou somente nesse episódio, e podem esperar mais elogios pela frente) , mas incomodou.
-
Sexo, sexo e sexo. Como assim?! Todos os casos eram relacionados a sexo? Tudo bem que em Grey’s ninguém é puritano, mas tudo em excesso cansa. Poderiam ter diversificado, colocado casos mais… digamos… celibatários.
-
Grey’s + Private Practice. O grande erro de Shonda Rhimes. A exibição mesclada dos dois episódios prejudicou as duas histórias. Quem estava interessado em saber o que acontecia em Seattle, ficou frustado ao ver que a maior parte da exibição foi ocupado pela história em LA. E com esse tipo de exibição, surgiu uma certa concorrência entre as duas histórias; coisa que não deveria acontecer, visto que Grey’s está no ar há 3 anos, tem personagens muito bem escritos, e PP estava tentando dar sua primeira engatinhada.
-
Clichês. Eu vi pouquíssimos. E defendo Private Practice nesse quesito. A maioria absoluta das séries têm clichês; o que importa é a maneira como as histórias se desenvolvem, como são escritos os personagens, as situações. E nisso, Shonda não deixa a desejar.
-
Roteiro. Preciso falar muito? Não foi dos melhores. Poderia ter sido muito melhor.
Pontos altos:
-
Kate Walsh. Apesar de ter sido criticada por muitos, concordo com Eric Fernandes: “Kate Walsh fez uma atuação até boa demais pela qualidade do roteiro”. Algumas cenas deixaram a desejar, como ela no elevador, chorando, mexendo as mãos e batendo na cabeça (!). Mas a cena da acupuntura mostrou que ela é sim talentosa, pois teve que chorar com a câmera focada em seu rosto, e conseguiu transmitir a tristeza de Addison por não poder ter filhos.
-
Elenco. Amy Brenneman, Paul Adesltein, Merrin Dungey (já fora da série), Tim Daly, Taye Diggs e Chris Lowell. Todos de altíssimo nível. Poderiam estar mecânicos (não concordo), mas são bons o suficiente para transformarem a série no novo sucesso da temporada, e dar à equipe da ShondaLand mais prêmios para exibir na prateleira.
-
Amy Brenneman e Paul Adesltein. Sem puxa-saquismo, mas a Amy é f****, não é? Os dois foram ótimos, e podem render ótimas histórias.
-
Grey’s + Private Practice. Sim. Ponto alto também. A melhor coisa que poderia ter acontecido a PP foi essa exibição conjunta. A partir dela, as críticas foram feitas, e os produtores terão a chance rara de consertar tudo que deu errado nesse piloto.
Então, o que significariam os resultados das enquetes? Que apesar dos apesares, o público soube balancear as prós e contras, e percebeu que não foi perfeito, mas tem tudo para ser ótimo, e vão dar uma chance à Addison e cia. E a equipe Private Practice Brasil torce para que ninguém se arrependa dessa decisão. Afinal, motivos para dar certo existem de sobra. Agora, é com Shonda, Marti Noxon, e o resto da equipe.
Entry Filed under: Amy Brenneman, Audra McDonald, Cast, Chris Lowell, Episódios Comentados, Grey's Anatomy, KaDee Strickland, Kate Walsh, Paul Adesltein, Private Practice, Site, Taye Diggs, Tim Daly. .
3 Comments Add your own
Leave a Comment
Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed





1.
shaye | Julho 24, 2007 at 8:00 pm
po, eu boto fé totalmente.
ainda mais, no fato de ter misturado o episódio ´”piloto” com greys não agradou mto, já que sao histórias com focos diferentes e personagens diferentes.
mas essa tática, por outro lado, foi boa, para vermos os erros e indicarmos melhoras no seriado.
2.
Nara | Julho 25, 2007 at 12:51 pm
É claro que todos sabemos que o ‘´piloto” deixou mutio a desejar, mas tiveram cenas muito intereressantes…de qualquer jeito eles sabem que erraram e estão consertando os problemas…Elenco e roteriristas de primeira eles têm, então agora é esperar pra ver se tudo entrou no lugar!
3. Dicas para transformar “Private Practice” em um sucesso « Private Practice Brasil | Setembro 21, 2007 at 12:56 am
[...] No início, eu achei tudo ótimo e maravilhoso, mas após o “baque” inicial, eu percebi que muita coisa estava errada, e precisava mudar. Eu não vou listar todos os erros e acertos, pois o Chico ja fez isso com maestria, na análise que ele fez do episódio duplo The Other Side Of This Life. [...]